ATO CONTRA O MACHISMO NA UNIVERSIDADE

Dia 04/04/2012! Tod@s lá!

Concentração 11:30 na Santos Andrade!

Seguiremos em marcha até a reitoria.

*Dia 03/04: Confecção de cartazes no pátio da reitoria! A partir das 14H!

TOD@S PELO FIM DO MACHISMO NAS UNIVERSIDADES!

O Grupo de Gênero da Faculdade de direito da UFPR, juntamente com as demais organizações que assinam este panfleto, vem denunciar os atos de machismo que têm ocorrido nesta Universidade. Durante a Semana do Calouro de 2012, um grupo de alunos distribuiu aos estudantes recém chegados um Manual intitulado “Como cagar em cima dos humanos em 12 lições”. No interior deste Manual, constavam alguns “conselhos” sobre como resolver problemas sentimentais utilizando a legislação brasileira. Afirmaram:

A garota foi com você ao quarto, prometendo mundos e fundos (principalmente fundos), mas o máximo que você conseguiu foi um beijo: Código Civil, art.233- obrigação de dar: ‘A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados (…).

Ela prometeu e não cumpriu. Disse ‘vamos com calma’: art. 252,§ 1º Código Civil: ‘Não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra’. Ela vai ter que dar tudo de uma vez!” (p.7)”.

Essas colocações objetificam as mulheres, reservando-as o papel de mera propriedade que pode ser transmitida independentemente de sua vontade e consentimento. Com este tipo de manifestação, reitera-se uma forma de opressão machista que existe na sociedade como um todo. A Universidade, como não está isolada do mundo, reproduz cotidianamente o machismo em algumas de suas estruturas e práticas. Como exemplo, podemos citar alguns fatores como: a abismal diferença na ocupação de cargos de poder – como os cargos de reitor e diretor – entre homens e mulheres; a desigual distribuição de gêneros em cursos universitários, fruto do mito da dicotomia entre as aptidões tipicamente masculinas e femininas; a falta de auxílio às mães estudantes, servidoras e professoras que são restringidas pela inexistência de creches no âmbito da Universidade; os trotes e recepções aos calouros, que além de sempre expor tod@s ao ridículo, atingem principalmente as calouras subjugando-as a seus veteranos; entre outras formas de opressão que se verificam tanto no campo material quanto no campo simbólico.

Diante dessa realidade escrachada e impulsionad@s pelos últimos acontecimentos relatados, convidamos tod@s a manifestarem-se contra o machismo que nos atinge cotidianamente nas universidades! SOMOS DONAS DE NOSSOS CORPOS E VONTADES!

http://www.facebook.com/PeloFimDoMachismoNaUfpr

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5 pensamentos sobre “ATO CONTRA O MACHISMO NA UNIVERSIDADE

  1. Sou super a for do Grupo de Gênero. Acho importantíssimo discutir assuntos relacionados à sexualidade e preconceitos e opressões sofridos por mulheres, homossexuais e outras categorias minoritárias. Porém, um grupo que se limita a “caçar” outros grupo da mesma faculdade não me parece uma atuação social e em pró à queda dos preconceitos. Parece-me mais uma briga de moleques.

    Querem discutir preconceitos, opressões comecem convidando para debates. Promovam reuniões, convidem outras Faculdade, outros cursos, os outros Partidos.
    Vocês aí bem devem saber das baterias e das músicas, por que não desenvolver um debate sobre isso?
    Essas Baterias têm, músicas muito mais opressoras e extremamente ofensivas do que este manual abestalhado que distribuíram.

    De repente está na hora do Grupo de Gênero de vocês se desligar da politicagem e ser aberto a todos e não simplesmente a quem vocês querem, pois isso também é opressão, é partir de uma ideia preconceituada que somente suas ideias são válidas e eficazes o que não pode ocorrer num Grupo tem que por escopo o fim das opressões.

    Vocês ridicularizaram uma instituição inteira, quando poderiam ter feito algo muito mais construtivo. Poderiam ter chamado os demais partidos para um debate público, chamado todos e discutido as piadas opressoras e suas veiculações dos meio acadêmico e uma forma de exteriorizar isso para as demais faculdades da Universidade e da cidade.

    A política é um câncer social. Se o Grupo de vocês se focarem na premissa política, esqueçam, pois nunca terão efetivamente avanços. Gênero não deve ter cor, bandeira ou ideologia. Somos homens, mulheres, gays, heteros, negros, brancos … somos humanos acima de tudo e enquanto colocarmos a política como forma de seleção, as opressões e preconceitos só aumentarão.

    Pensem nisso como GRUPO DE GÊNERO!

    • Hermes, desde que surgiu, o que o Grupo tem feito incessantemente tem sido convidar para debates, promover reuniões e convidar a todos o estudantes, inclusive de outras universidades. Há quase dois anos promovemos debates sobre diversas questões relacionadas a gênero e sexualidade, inclusive sobre as músicas da bateria, sobre as quais nos posicionamos em 2010, e isso depois de anos e anos tendo que conviver com essas práticas sem que nada fosse feito (porque essas atitudes não são de agora, e há 2 anos nos colocamos coletivamente contrários a elas e propomos espaços de questionamento e debate das mesmas). O Grupo, desde seu surgimento, é horizontalmente auto gestionado por todos aqueles que querem participar dos debates – sempre fomos, portanto, abertos a todos, e não só para a participação nas discussões, mas para toda e qualquer decisão tomadas pelo grupo. Quanto às acusações de “politicagem”, o Grupo de Gênero nunca foi vinculado a qualquer grupo político da faculdade e não tem qualquer interesse eleitoral – se fosse essa a nossa preocupação não seria nem um pouco lógico fomentar uma mobilização a respeito de uma pauta tão polêmica, a que tem muito mais estudantes contrários que a favor. Politicagem é o que tem sido feito para desviar o foco da real discussão – o machismo implícito no conteúdo do Manual -, como se nossa movimentação fosse contra um partido, e não contra suas práticas machistas. Nos mobilizamos contra esse tipo de atitude não importa de que grupo ela parta, e as decisões tomadas pelo Grupo foram coletivamente tiradas por todos os seus integrantes, havendo entre eles pessoas não adeptas a nenhum dos grupos políticos da faculdade, bem como pessoas que foram ou são vinculadas a algum dos três (inclusive ao PDU).

  2. Ok. Muito justo.
    Mas quanto à Semana do Calouro 2012: convenhamos, ninguém é obrigada(o) a fazer nada em nenhum lugar. Dar, não dar. Ir, não ir. Ninguém é obrigado(a) a nada.
    Foram colocações ‘infantis’ que podem facilmente ser ultrapassadas por vocês que se sentiram prejudicadas(os) e não acho que vá servir de argumento. Muito menos se for um reitor machista, concordam?
    Que fique claro aqui eu estou do lado de quem se sente prejudicada(o).
    Vocês são donas(os) de seus corpos e suas vontades, certo?
    Então… pinto pra eles. rs

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