O Grupo de Gênero e a luta contra o machismo e a homofobia!

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Não precisamos ir muito longe para constatar que vivemos em uma sociedade extremamente machista e homofóbica. Nos últimos 30 anos, cerca de 92 mil mulheres foram mortas no Brasil vítimas de violência doméstica. Da mesma forma, a cada 28 horas uma pessoa LGBT (lésbica, gay, bissexual e transsexual) é assassinada no país. Os meios de comunicação insistem em aprofundar os padrões preconceituosos acerca do que é ser homem e ser mulher, com propagandas e programas que colocam as mulheres meramente como objetos e ridicularizam a população LGBT. No mercado de trabalho, observamos que as mulheres continuam recebendo cerca de 80% do que os homens recebem para realizar a mesma função. Dentro disso, as mulheres negras estão em uma situação ainda pior: além de terem salários menores, elas também apresentam as taxas mais elevadas de desemprego. 

Há quem diga, entretanto, que na Universidade estamos livres desses problemas. Infelizmente, percebemos que esse espaço reflete o que acontece na sociedade, de maneira muitas vezes tidas por nós como natural. Há uma divisão entre os cursos majoritariamente ocupados por homens (Engenharias e cursos das Exatas) e os ocupados em sua maioria por mulheres (cursos ligados à saúde, como Enfermagem e Terapia Ocupacional), com uma clara estigmatização sobre a participação de homens nos cursos ditos “femininos”. A UFPR ainda não dispõe de uma creche para que as estudantes mães deixem seus filhos, criando uma barreira à participação destas na Universidade, visto que Curitiba possui um déficit imenso de vagas nas creches, e as particulares costumam ser muito caras.Também ouvimos com frequência a reprodução de músicas e trotes machistas e homofóbicos por parte de algumas atléticas de curso e baterias, sob o manto de ser tudo “só uma brincadeira”. Entendemos que a piada não é um discurso isento de críticas, pois também traz consigo um discurso (de loiras serem supostamente burras, homens gays serem “afetados”, a violência contra as mulheres ser banal, negros serem ladrões, etc). A reprodução desses discursos legitima o preconceito que leva milhares de gays e mulheres a serem violentados diariamente, e por isso devem ser combatida.           É nesse contexto que surgiu o Grupo de Gênero em 2010, após vários estudantes irem ao Encontro Nacional de Estudantes de Direito e entrarem em contato com diversos outros grupos do país que traziam o debate acerca das pautas das mulheres e da população LBGT no âmbito universitário. Compreendemos, naquele momento, que precisaríam os nos organizar para pensarmos em uma atuação concreta. Realizamos, ao longo de nossa existência, diversas ações que buscavam impedir as práticas preconceituosas, como o ato contra o machismo na UFPR, em abril de 2012, que contou com mais de 250 pessoas. Também realizamos periodicamente leituras de textos, debates e exibição de filmes que abranjam as mais diversas pautas de gênero (como o aborto, a prostituição, a violência contra a mulher e LGBTs, etc).

Nossa apresentação na Semana do Calouro será na quarta-feira, 17 de abril, às 14hCompareçam, tirem suas dúvidas e juntem-se também a nós!

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